Rodrigo Silva publicou no Instagram que dois pontos para mais ou para menos ainda cabem numa pesquisa, mas que uma distância de cinco, dez ou catorze pontos em São Paulo não tem explicação, e o número da urna ajuda a separar o que ele cobra do que o último Datafolha de fato errou, porque o instituto, nos dias 2 e 3 de outubro, deu a Tarcísio 60% dos votos válidos e a Haddad 35%, com margem de dois pontos, e o resultado foi 62,65% para Tarcísio, 14.491.874 votos, contra 36,42% de Haddad, 8.423.656, uma vantagem de 26 pontos, enquanto na semana anterior, segundo o levantamento da Veja, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Paraná e Real Time ainda colocavam essa distância entre 14 e 20 pontos.

No mesmo vídeo ele agradece o Rio de Janeiro e diz que, pela primeira vez, dá para combater o crime organizado de verdade se Flávio Bolsonaro classificar facção criminosa como terrorista, o que, nas palavras dele, quebraria a corrupção dentro da Polícia Militar e da Polícia Civil, e o estado deu a Flávio 53,01% dos votos válidos, 4.966.844, contra 39,41% de Lula, 3.693.021, num momento em que o governo dos Estados Unidos já trata o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras e a fala do perfil é a de que o mesmo enquadramento, se vier de um governo de Flávio, muda a regra do confronto.

Ele fecha o recado em Lucas Pavanato, eleito deputado federal por São Paulo com 3.038.438 votos, 12,82% dos válidos, a maior votação do estado e a segunda do país, atrás só de Nikolas Ferreira, com 3.119.051 em Minas, e avisa que Pavanato ainda não tomou posse, que o cuidado é não vacilar antes de chegar lá e que ele próprio já passou por isso, enquanto a Folha registrou que o deputado eleito esperava cerca de 700 mil votos e disse que, junto com Nikolas e Cleitinho, vai se concentrar na campanha de Flávio até o segundo turno de 25 de outubro, com a posse na Câmara marcada para 1º de fevereiro de 2027.