O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, explicou que a universidade já sabe a causa dos dois incêndios anteriores e ainda não sabe a do terceiro, o que destruiu um centro de pesquisas na noite de quarta-feira, 7. O primeiro foi no laboratório do Departamento de Física, durante um experimento, e foi contido na hora. O segundo foi no Centro de Biociências, por um curto-circuito no ar-condicionado, e levou um freezer de pesquisa usado a 80 graus negativos.

O fogo de quarta começou por volta das 19h30, só foi controlado na madrugada seguinte e atingiu um prédio de dois pavimentos que abrigava laboratórios de genética, farmácia e informática, com estudos sobre câncer, covid e autismo. Não houve feridos. A reitoria estima prejuízo de cerca de R$ 100 milhões e a perda de cerca de 200 dissertações e teses, além de 20 anos de pesquisa. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou o campus na quinta e anunciou a prorrogação das bolsas dos pesquisadores afetados e a construção de um novo centro.

Gomes disse que os dois primeiros casos já foram esclarecidos para a comunidade interna e que, como a causa do terceiro não é conhecida, a universidade pediu a investigação da Polícia Federal, que vai fazer a perícia e apura se houve ação criminosa. É o terceiro incêndio na UFPE em uma semana, e o de quarta é o que deixou o maior estrago.