Uma rede coordenada de páginas apócrifas no Instagram e Facebook despejou mais de R$ 1 milhão em impulsionamento para promover ataques sistemáticos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A operação burra regras de transparência da Meta e levanta suspeitas de milícia digital financiada.

O deputado federal Danúzio Neto (PL) denunciou o esquema, que usa perfis sem identificação clara para espalhar campanhas de difamação. Parlamentares aliados cobram investigação da Justiça Eleitoral e do Ministério Público para rastrear a origem dos recursos.

LULA INJETA R$ 267 MILHÕES NA GLOBO

Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou R$ 267 milhões em publicidade ao Grupo Globo entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026. O valor representa mais de 25% do total investido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) no período.

O Grupo Globo, que tem intensificado críticas e reportagens negativas contra Flávio Bolsonaro, recebeu o montante em campanhas veiculadas em TV, internet, streaming, revistas e jornais. De 2000 a 2016, o conglomerado já havia recebido R$ 10,2 bilhões em publicidade federal (valores nominais).

CONTRADIÇÃO APONTADA PELA DIREITA

Aliados de Flávio Bolsonaro e Tarcísio destacam a contradição: enquanto páginas fantasmas e veículos alinhados ao governo gastam fortunas para atacar a direita, plataformas como Meta e grandes grupos de mídia aplicam restrições a conteúdos conservadores autênticos.

A denúncia reforça a narrativa de uso da máquina pública e de recursos privados ocultos para interferir no debate político às vésperas de 2026.