O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, deu uma resposta direta à pergunta que circula nas redes sobre a saída de Flávio Bolsonaro do país: “Se ele é inocente, por que não ficou?”. Em entrevista à TV 247, Pimenta respondeu: “Porque ele está na mão de um juiz que não é inocente.”

A fala do dirigente de extrema esquerda ganhou repercussão porque vem de alguém que orientou voto nulo no segundo turno e criticou tanto Lula quanto Flávio. Em outras declarações, Pimenta afirmou que a ordem de Alexandre de Moraes para apreender os passaportes de Flávio é “perseguição política” e que “até um cego vê” o caráter político da medida. Ele também classificou a atuação do STF como uma “ditadura”.

Segundo o presidente do PCO, Flávio recebeu quase 60 milhões de votos e formou bancadas expressivas no Congresso, o que o colocaria em posição de articular o impeachment de ministros do Supremo. “A ação de Moraes nada tem a ver com a defesa da democracia, e sim com o fato de que o candidato do PL teve quase 60 milhões de votos”, disse. Em postagem no X, Pimenta ainda rebateu o argumento de que “quem não deve, não teme”, lembrando que o próprio Lula se entregou à Justiça e foi condenado antes de ter o processo anulado por razões políticas.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir a determinação de Moraes de entregar os passaportes e chegou a Miami via Argentina e Equador. O governo americano concedeu autorização de entrada, e Donald Trump afirmou que o senador pode ficar nos EUA “quanto tempo quiser”. A declaração de Pimenta reforça a percepção de que a saída de Flávio foi motivada pelo risco de perseguição judicial, e não por culpa criminal comprovada.