O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que estabelece novas regras para a atuação das forças de segurança durante manifestações no país. Oficializada na terça-feira (13/10), a medida deve ser aplicada a partir desta quarta-feira (14/10), quando opositores, sindicatos, estudantes e outros grupos realizam protestos contra o governo em diferentes cidades colombianas.

O Decreto 1.525 de 2026 modifica uma norma de 2021 que regulamentava a atuação das autoridades em marchas e concentrações públicas. Entre as mudanças, estão a ampliação da lista de condutas consideradas violentas e a possibilidade de intervenção policial sem que todas as etapas de diálogo tenham sido esgotadas previamente, nos casos previstos pelo texto. De la Espriella afirmou que o governo respeita o direito à manifestação pacífica, mas não tolerará atos de violência, vandalismo ou bloqueios que prejudiquem a circulação e os direitos de outros cidadãos.

Centenas de pessoas se reuniram em diferentes pontos da Colômbia nesta quarta-feira para protestar contra o governo de De la Espriella. As mobilizações foram convocadas por setores da oposição, sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e grupos feministas, com liderança política do ex-presidente Gustavo Petro. Os atos representam uma das primeiras grandes mobilizações contrárias à administração de De la Espriella, que assumiu a Presidência em agosto de 2026. Entre as principais críticas ao governo estão as políticas de linha dura contra o narcotráfico, a retomada das relações diplomáticas com Israel e a aproximação com os Estados Unidos.