PGR PEDE QUE PF OUÇA FLÁVIO BOLSONARO EM INQUÉRITO POR CALÚNIA CONTRA LULA
Procuradoria solicita depoimento do senador antes de decidir sobre denúncia ou arquivamento. Investigação apura publicação que associou Lula a Maduro e lista de crimes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido ocorre após a PF concluir a investigação e enviar os autos, cabendo agora à PGR manifestar-se por denúncia, arquivamento ou complementação.
O caso tem origem em publicação nas redes sociais do senador associando Lula a Nicolás Maduro e afirmando que ele seria “delatado” em supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas, ditaduras e eleições fraudadas. Para a PF, houve atribuição falsa de condutas criminosas.
DEFESA QUESTIONA RITO DA INVESTIGAÇÃO
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que o inquérito foi “desprovido de atividade investigativa”, sem oitiva do senador, de Lula (como suposta vítima) e sem produção de outras provas. Os advogados argumentam que o conteúdo da postagem não configuraria calúnia, pois se trataria de opinião política.
O ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito. Cabe agora a ele decidir sobre o pedido da PGR para nova oitiva.
OUTRO FRENTE: PEDIDO DE TROCA DE RELATOR NO CASO DARK HORSE
Paralelamente, a defesa de Flávio solicitou ao STF que o ministro André Mendonça assuma investigação sobre supostos repasses de emendas parlamentares para produção do filme *Dark Horse*, sobre Jair Bolsonaro. Atualmente, há peças tramitando com Mendonça (relator do inquérito Banco Master) e Flávio Dino.
A defesa argumenta risco de decisões contraditórias e pede uniformidade. A decisão sobre eventual redistribuição caberá ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin.

