A Polícia Federal suspeita que o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou o “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu repasse de R$ 35 milhões do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, segundo relatório da PF revelado pela revista piauí e confirmado pelo Estadão. O documento integra a leva de peças tornadas públicas após o presidente do STF, Edson Fachin, e o relator André Mendonça ampliarem a quebra de sigilo das investigações ligadas ao caso Master. O repasse de R$ 35 milhões, já noticiado pelo Estadão em fevereiro, teria sido direcionado às Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe, por meio de transação com a holding Egide I.

Ministro Dias Toffoli, do STF, alvo da suspeita da PF sobre o fundo Arleen

No relatório, a PF reúne elementos de informação que, analisados em conjunto, apontam Toffoli como possível dono de fato do FIP Arleen e de seus ativos. O Estadão destaca que o gabinete de Toffoli afirmou que o relatório já foi arquivado, com decisão de trânsito em julgado, e reforçou que o magistrado “jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior”. Toffoli também nega amizade com Vorcaro ou ter recebido valores do banqueiro. A suspeita do fundo Arleen é tratada à parte de outras linhas do Master, como contratos de terceiros com o banco.

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, onde tramitam peças do caso Master

A divulgação veio no pacote de documentos do caso Master liberados nesta sexta-feira (12/9), quando Fachin pediu a Mendonça ampliar a abertura a petições e inquéritos ainda sigilosos conectados à investigação. O Estadão resume que as revelações misturam achados já apurados e pontos ainda sob apuração da PF sob a relatoria de Mendonça. A PF aponta Toffoli como dono de fato do Arleen e o material agora está nos autos públicos. Fonte: Estadão/PF — o que o fim do sigilo do Master revela. Veja também: Gazeta do Povo, CNN Brasil.

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, apontado como origem do repasse de R$ 35 milhões