PF SUSPEITA DE LAVAGEM DE DINHEIRO EM COMPRA DE JOIAS DE AMIGA DE LULINHA
Investigação aponta que empresária Roberta Luchsinger teria movimentado R$ 474 mil em artigos de luxo com valores provenientes de lobista
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que a empresária Roberta Luchsinger utilizou a aquisição de R$ 474,5 mil em joias para realizar lavagem de dinheiro. De acordo com reportagem do portal Metrópoles de 16 de março de 2026, assinada pelo colunista Tácio Lorran, a empresária é apontada como o elo entre Fábio Luís Lula da Silva e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.
A corporação rastreou transferências bancárias efetuadas pela empresa RL Consultoria e Intermediações Eireli, da qual Roberta é sócia, para a Jival Comércio de Joias. Conforme informações divulgadas pela PF, as transações foram fatiadas em diversos pagamentos menores, estratégia que os investigadores classificam como uma possível dissimulação da natureza e da origem ilícita dos valores movimentados.
O ESQUEMA DE TRANSFERÊNCIAS E O COAF
Relatórios emitidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram que a empresa de Roberta Luchsinger recebeu um total de R$ 18,2 milhões em sua conta. Desse montante, R$ 1,1 milhão teria sido repassado pela Brasília Consultoria Empresarial, firma pertencente a Antonio Carlos, conhecido como Careca do INSS. Somente após o recebimento desses aportes é que ocorreria a conversão das cifras em artigos de luxo e viagens.

DESTINAÇÃO DOS VALORES E ITENS DE LUXO
Além dos gastos com joalheria, a Polícia Federal mapeou o destino de outros valores significativos. A empresa Ski Brasil Viagens e Turismo recebeu R$ 1,9 milhão, o que reforça a tese de ocultação de patrimônio por meio de serviços de alto padrão. Documentos obtidos pela investigação indicam que parte do capital também foi transferido para contas pessoais de Roberta e de seu pai, Roberto Pedro Paulo Luchsinger.
A DEFESA DA EMPRESÁRIA E NOTAS FISCAIS
Em nota oficial enviada à coluna, a defesa de Roberta Luchsinger, representada pelo advogado Bruno Salles, afirmou que todas as joias foram adquiridas de forma regular. A defesa sustenta que as compras possuem notas fiscais e certificados de autenticidade, argumentando que não há sentido em falar em lavagem de dinheiro em transações bancárias declaradas e destinadas a bens de uso pessoal.

O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR
Os documentos da PF seguem sob análise do Poder Judiciário para determinar se haverá o indiciamento formal dos envolvidos. O foco das autoridades agora se volta para a verificação da prestação de serviços da RL Consultoria, visando descobrir se os R$ 18,2 milhões recebidos possuem lastro em atividades profissionais reais ou se a empresa funcionava apenas como fachada para a circulação de capitais entre lobistas e figuras ligadas ao poder.
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