PF (Polícia Federal) decidiu avançar em uma nova frente de investigação contra o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, focando agora no depoimento de mulheres que participavam de festas luxuosas organizadas por ele. Segundo informações divulgadas pelo portal InfoMoney e pela Agência O Globo em maio de 2026, os investigadores buscam identificar se havia uma rede estruturada de exploração sexual voltada para atrair e comprometer autoridades públicas em Brasília e outros estados. O material que fundamenta a suspeita foi extraído do celular de Vorcaro, preso desde março, e contém trocas de mensagens reveladoras com sua ex-noiva, a influenciadora Martha Graeff. Em um dos diálogos, datado de agosto de 2025, o empresário admitiu que as festas faziam parte do seu "business" e que já havia realizado eventos com até 300 mulheres desse tipo. Outras mensagens de outubro de 2022 mostram a insatisfação da então companheira com a presença maciça de prostitutas na residência do casal, relatando barulho excessivo e a presença de amigos e autoridades. A estratégia da Polícia Federal é ouvir as participantes como potenciais vítimas para entender como funcionava o esquema de cooptação de figuras do alto escalão, incluindo nomes do Judiciário e do Congresso. Em paralelo, a defesa de Vorcaro apresentou, na última terça-feira, uma proposta de delação premiada na tentativa de colaborar com a Justiça em troca de benefícios penais. O MP (Ministério Público) também acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) para apurar se houve uso de dinheiro público no financiamento dessas viagens e eventos. Para o público conservador, o caso reforça a percepção de uma elite política e econômica degradada, que utiliza métodos espúrios e imorais para manter o poder e garantir decisões favoráveis nos tribunais e órgãos de controle, expondo a fragilidade das instituições diante de esquemas de chantagem e promiscuidade.