A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia ao atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O caso foi aberto em abril de 2026 e a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à investigação.

Flávio publicou no X (antigo Twitter) uma foto da captura e prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, afirmando que Lula seria “delatado” e citando ainda tráfico de armas e outros crimes supostamente ligados ao Foro de São Paulo.

POSIÇÃO DA PF

A PF concluiu que não há dúvida de que Flávio Bolsonaro foi o autor da postagem. Os investigadores entendem que o senador imputou fatos criminosos definidos em lei ao presidente da República, configurando calúnia.

ANDAMENTO NO STF

Alexandre de Moraes abriu o inquérito em abril e determinou a apuração. A PGR opinou favoravelmente pela continuidade das investigações. Se condenado, Flávio pode enfrentar pena de prisão, além de inelegibilidade dependendo da decisão final.

DEFESA DE FLÁVIO BOLSONARO

Aliados do senador argumentam que a publicação trata-se de crítica política e opinião, protegida pela liberdade de expressão. A defesa deve alegar que não houve intenção de caluniar, mas de expor supostas conexões ideológicas e políticas.

CONTEXTO POLÍTICO

O caso se insere na série de inquéritos no STF que investigam críticas da oposição ao governo Lula e ao Judiciário. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República em 2026, é um dos principais nomes da direita e frequentemente critica o que considera judicialização da política e perseguição a adversários.