Uma pesquisa encomendada por aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou como sanções contra Alexandre de Moraes podem influenciar a disputa presidencial brasileira. Segundo o levantamento da McLaughlin & Associates, realizado com 1.991 eleitores, 53,3% disseram que as medidas contra o ministro não mudariam seu voto.

Entre os entrevistados, 24,7% afirmaram que as sanções os deixariam mais propensos a votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 18,2% disseram que aumentariam a chance de voto em Lula. Em uma pergunta mais ampla sobre medidas americanas contra o Brasil, 27,3% apontaram maior inclinação por Flávio e 17,4% por Lula. Os números devem ser lidos considerando que o estudo foi encomendado por atores politicamente interessados.

O resultado sugere que a pressão externa pode reforçar a mobilização da direita sem alterar, por si só, a escolha da maioria. Também reacende o debate sobre soberania nacional e interferência estrangeira: decisões eleitorais brasileiras pertencem aos eleitores, ainda que governos e grupos internacionais tentem influenciar o ambiente político.