O Pentágono criou uma nova agência voltada ao desenvolvimento de tecnologias para operações secretas contra projetos estrangeiros considerados ameaças à superioridade militar dos Estados Unidos. Batizada de Technology Support Office, a TSO foi formalizada em 2026 e permaneceu praticamente ausente das comunicações públicas do Departamento de Defesa.

Sua existência aparece em documentos oficiais, mas os detalhes da missão foram revelados por uma investigação do Politico baseada em entrevistas com 12 funcionários e ex-funcionários da segurança nacional americana. Segundo a reportagem, a agência surgiu da reorganização de dois programas classificados que já realizavam ações tecnológicas clandestinas em menor escala desde 2023.

A TSO deverá desenvolver ferramentas, identificar alvos e elaborar planos para interromper ou sabotar avanços tecnológicos estrangeiros. A agência, porém, não teria autoridade para executar diretamente essas operações, dependendo de unidades militares e de inteligência autorizadas. A iniciativa amplia a competição tecnológica com países como a China para além de tarifas, sanções e controles de exportação.

Chips, inteligência artificial, redes de comunicação e sistemas militares passam a integrar uma disputa conduzida por operações secretas. Ex-funcionários ouvidos pela reportagem demonstraram preocupação com a falta de transparência e possíveis riscos de escalada. O Pentágono afirmou que as fontes podem ter interpretado os fatos incorretamente, mas não especificou quais informações seriam falsas.

A criação da TSO sob a gestão de Pete Hegseth sinaliza disposição americana de usar ferramentas mais agressivas na disputa tecnológica com Pequim, em contraste com governos que preferem limitar-se a discursos de cooperação multilateral.