“PARA DE SER RIDÍCULO”: FRANCIELI OTTO DETONA CURY POR QUERER ADIAR A ELEIÇÃO EM UMA SEMANA
Em vídeo, a influenciadora pergunta se o candidato do Avante acha que política é livro de autoajuda e rebate a ideia do mandado de segurança apresentada depois do cancelamento do debate da Globo
A influenciadora Francieli Otto publicou no Instagram, na manhã deste sábado, dia 3, um vídeo em que responde sem rodeios a Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, pela ideia de adiar o primeiro turno em uma semana, e já na abertura dispara: “Ô, Augusto Cury, você está achando que política é a mesma coisa que escrever livro de autoajuda? Para de ser ridículo.” O vídeo começa com o trecho em que o próprio Cury fala no mandado de segurança, numa reprodução da reportagem do ND+, que registrou a declaração dada na sexta-feira, dia 2, numa manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal, depois do cancelamento do debate da TV Globo.
Segundo o Correio Braziliense, que reproduziu o texto da Agência Estado, Cury disse a cerca de 30 apoiadores que estava “tão decepcionado com as instituições brasileiras” que chamou advogados para elaborar um mandado de segurança “para adiar essas eleições por mais uma semana”, embora tenha admitido que ainda não tinha feito o pedido e não sabia se o faria, e no mesmo ato chamou de “ditadura” o pedido de voto útil feito por outros candidatos. Para Francieli, só cogitar algo assim já mostra pouco conhecimento de política, e dizer isso publicamente a dois dias da eleição mostra, nas palavras dela, “o quanto você é dispensável nesse momento”.
A influenciadora argumenta que o episódio da Globo “não nasceu ontem” e é apenas um sintoma de uma discussão que o país trava há anos sobre os limites da atuação do Judiciário, a liberdade de expressão e a interferência nas instituições, e que Cury só descobriu estar “profundamente triste com os rumos da política brasileira” quando o problema bateu na porta da emissora e atingiu a candidatura dele, o que ela resume com um irônico “bem-vindo ao Brasil, doutor Augusto Cury”. Ela rebate também a acusação de ditadura ao lembrar que “voto útil é eleitor fazendo cálculo político” e que, goste-se ou não, “o eleitor continua votando em quem ele quiser”.
Na reta final do vídeo, Francieli questiona para que serviria a semana extra numa eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro e cobra uma definição do candidato, afirmando que, se ele acredita que Flávio representa uma alternativa melhor do que Lula, deve declarar isso, e que, se não acredita, deve sustentar a candidatura e arcar com a escolha. Para ela, querer mudar a data da eleição porque o debate que ampliaria a exposição da candidatura foi cancelado é uma posição que precisa ser explicada ao eleitor, e a mensagem final ao presidenciável é direta: “menos autoajuda e mais responsabilidade com o tamanho do cargo que o senhor decidiu disputar”.

