O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), que durante anos foi um dos rostos mais conhecidos da bancada evangélica conservadora na Câmara dos Deputados, teve sua autoridade pastoral formalmente cassada pelo Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC), denominação onde atuava como pastor, em decisão divulgada no domingo, 15 de março de 2026. A circular ministerial, assinada pelo bispo Léo Assis, determina que o parlamentar está impedido de assumir púlpitos, ministrar a palavra ou exercer qualquer função pastoral dentro da instituição. O estopim foi sua atuação na eleição da deputada trans Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados — mas o dossiê político de traições à direita é muito mais longo.

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