OPERAÇÃO DA PF CONTRA AMIGO DE FLÁVIO É VISTA COMO APARELHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES CONTRA ADVERSÁRIO POLÍTICO
Ação determinada por Moraes em inquérito de lavagem de dinheiro é interpretada como tentativa de criar embate e aumentar rejeição aos ministros
A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira, 19 de outubro, a Operação Linceu para apurar possível violação de sigilo funcional por parte de Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do STJ. O alvo é suspeito de ter facilitado acesso indevido do advogado Willer Tomaz a informações de processos. Willer é amigo do senador Flávio Bolsonaro e investigado em inquérito no STF sobre lavagem de dinheiro.
A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Críticos classificam a ação como aparelhamento do uso das instituições contra um adversário político, com reuniões recentes entre Moraes e a PF. O objetivo seria criar um embate em torno de Flávio Bolsonaro usando o nome de Willer.
Ações e investidas do Supremo contra a direita acabam tendo efeito reverso. Em vez de enfraquecer Flávio, tendem a aumentar a rejeição aos ministros e a dar projeção ao candidato. O segundo turno se aproxima e cada medida judicial é lida no contexto eleitoral.

