A coluna de Demétrio Vecchioli no Metrópoles registrou que a onda bolsonarista deste domingo também derrubou os representantes institucionais de algumas das maiores igrejas evangélicas, trocados nas urnas por candidatos que se apresentam como evangélicos sem compromisso formal com a denominação, e os dois casos que ele trata como fracasso histórico são a Igreja Internacional da Graça, de RR Soares, cujos quatro filhos buscavam a reeleição e ficaram sem mandato, e o Ministério de Madureira da Assembleia de Deus do Brás, do pastor Samuel Ferreira, que queria eleger quatro deputados só em São Paulo e não elegeu nenhum.

Em São Paulo, David RR Soares ficou em 10º na lista do Podemos, que fez seis deputados federais, e Daniel Soares ficou em 14º na federação PP-União, que elegeu nove, enquanto no Rio Felipe RR Soares e Marcos RR Soares também ficaram na suplência, e André RR Soares, do Republicanos, perdeu o Senado ao lado de Marcelo Crivella, que teve 3,39% dos votos, acima dos 0,73% de Waguinho, já na Assembleia de Deus do Brás o plano de dividir o estado para eleger dois federais e dois estaduais sem ampliar o voto de 2022 encolheu, com Oseias de Madureira em 42 mil votos para a Assembleia, contra 137 mil em 2022, numa campanha mais curta porque ele trata uma doença, Elias de Madureira em 32 mil e Rogério de Madureira em 31 mil.

Cezinha de Madureira, deputado federal do PL e próximo do ministro André Mendonça, teve 60.596 votos, ficou em 21º entre os candidatos do PL, que elegeu 19 deputados federais em São Paulo, e por ora está sem mandato, embora seja o segundo suplente e possa assumir no meio da legislatura, a pastora Sanda Alves, da União, também não se elegeu e ficou como primeira suplente da federação, e o contraste da própria coluna é Alex Madureira, que deixou o vínculo institucional, fez 122 mil votos e manteve a cadeira na Alesp, enquanto a Universal reelegeu Marcos Pereira, o Ministério do Belém reelegeu Marta Costa e elegeu Paulo Freire, e a Quadrangular elegeu Jefferson Campos para o sétimo mandato, o que mostra que o tombo foi das chapas das igrejas, não do voto evangélico que migrou para nomes bolsonaristas fora da máquina denominacional.