OCTAVIO GUEDES CRITICA DUPLA MEDIDA DE LULA AO DAR BENEFÍCIO DA DÚVIDA A JAQUES WAGNER MAS COBRAR FLÁVIO BOLSONARO
Comentarista da GloboNews afirmou que o presidente perde “condição moral” para questionar repasses ao filho de Bolsonaro envolvendo Daniel Vorcaro após reforçar publicamente laços com o senador petista investigado no caso Banco Master.
Durante o *Estúdio i* desta quarta-feira (1º), o comentarista Octavio Guedes analisou a aparição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) em evento na Bahia. Guedes destacou que, embora entenda o gesto de lealdade pessoal, Lula fica enfraquecido para cobrar explicações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Esse gesto do Lula eu entendo. Concordo que não poderia ser feito de outra maneira, mas ele perde a condição moral de cobrar do Flávio o dinheiro do Vorcaro”, afirmou Guedes.
A declaração ocorre no mesmo dia em que Lula, durante inauguração de hospital em Alagoinhas, chamou Wagner de “companheiro de longa data” e o comparou a um irmão, demonstrando apoio público ao aliado investigado pela PF.
CONTEXTO DO CASO MASTER
Jaques Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo imóvel e repasses a familiar em troca de atuação parlamentar. O senador nega irregularidades e deixou a liderança do governo no Senado para se defender.
Flávio Bolsonaro também aparece nas investigações do caso Master, com mensagens e contatos envolvendo Vorcaro para supostos repasses ao filme *Dark Horse*, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.
ANÁLISE DE GUEDES
O comentarista apontou hipocrisia ou dupla medida: se Lula concede benefício da dúvida ao aliado histórico Wagner, deveria aplicar o mesmo critério ao adversário político Flávio Bolsonaro. A fala reforça o debate sobre o uso seletivo do escândalo Banco Master em ano eleitoral.
A aparição de Lula com Wagner é vista por analistas como sinal de que o PT baiano segue unido, apesar da pressão da PF, enquanto o governo tenta conter o desgaste.

