O Escândalo do Banco Master Atinge ACM Neto: R$ 3,6 Milhões Sob a Lupa do COAF
Ex-prefeito de Salvador entra na rota do "radioativo" Daniel Vorcaro, enquanto o governo Lula e setores do STF tentam abafar as próprias ligações com o maior colapso financeiro do país.
De acordo com as informações noticiadas nesta quarta-feira pelo programa Agora Brasil, da TV Meio Norte, e confirmadas por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), uma empresa de consultoria pertencente a ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, e à sua esposa, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag. A fonte primária do vídeo que analisamos detalha que os repasses ocorreram entre dezembro de 2022 e maio de 2024. O alerta do órgão de inteligência financeira soou porque a movimentação foi considerada atípica e expressiva: a empresa, fundada no final de 2022, possui um capital social de meros R$ 2.000,00.
O programa relata que ACM Neto se manifestou por meio de nota oficial, confirmando os recebimentos. Em sua defesa, o político declarou que os valores correspondem a serviços lícitos de consultoria política e econômica, prestados em um período no qual não exercia cargo público, e rechaçou qualquer irregularidade. No entanto, os comentaristas do próprio jornal ressaltaram o peso do óbvio desgaste político na Bahia, que hoje é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil. ACM Neto, que figura como a principal força de oposição ao PT no estado, já carrega o estigma de largar bem nas pesquisas e perder fôlego na reta final. Agora, ele terá que lidar com o ônus imenso de ter seu nome associado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma figura considerada "radioativa" nos corredores da política nacional.
Para o nosso público, que exige uma análise ancorada na realidade dos fatos e compreende as engrenagens de Brasília, é preciso expandir o olhar sobre essa crise. O Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no fim de 2025, deixou um rombo assombroso de bilhões no Fundo Garantidor de Créditos. Vorcaro encontra-se preso pela Polícia Federal. O que grande parte da velha imprensa tenta minimizar é a profunda ramificação desse esquema. Fatos recentes de ampla circulação nacional revelaram que o banqueiro tinha trânsito livre com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chegando a celebrar contratos milionários com escritórios de advocacia ligados a familiares de magistrados. Diante da ameaça de a bomba manchar as togas, observa-se uma tensão nos bastidores para blindar investigações que deveriam ser conduzidas com rigor republicano e isenção, sem o ativismo e as arbitrariedades que temos denunciado.
Em paralelo, o governo Lula (PT) adota a sua tática mais conhecida: a de terceirizar a culpa. Ciente do potencial destrutivo do escândalo para as eleições de 2026, o Palácio do Planalto já trabalha uma narrativa de bastidor para jogar a culpa da falta de fiscalização do Banco Master no colo da gestão anterior do Banco Central. O objetivo é proteger aliados no planalto — visto que figuras graúdas da esquerda também se beneficiaram do trânsito no banco — e transferir o foco do escândalo. Continuaremos cobrando que os fatos prevaleçam sobre as narrativas. O dinheiro do pagador de impostos não pode continuar financiando esquemas bilionários que são varridos para debaixo do tapete por conveniência do Executivo ou por leniência judicial.
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