NOVO BOLETIM MÉDICO DE BOLSONARO: MELHORA RENAL, MAS INFECÇÃO PERSISTE E EXIGE ANTIBIÓTICOS MAIS FORTES
*Ex-presidente segue na UTI do Hospital DF Star sem previsão de alta; apesar de avanço nos rins, marcadores inflamatórios sobem e obrigam equipe médica a ampliar cobertura de antibióticos contra broncopneumonia.*
A preocupação com o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue dominando o noticiário político neste domingo, 15 de março de 2026. Um novo boletim médico, divulgado no início da manhã pela equipe que o assiste no Hospital DF Star, em Brasília, trouxe um quadro misto: se por um lado há uma melhora na função renal do ex-chefe do Executivo, por outro, os médicos registraram uma "nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue", o que exigiu uma intervenção mais agressiva. O ex-presidente, que deu entrada na unidade de saúde na última sexta-feira (13/3) com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem qualquer previsão de alta. A notícia, divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles, acende um sinal de alerta no círculo familiar e político, que acompanha cada detalhe do boletim enquanto a nação se divide entre orações e especulações sobre o futuro da oposição.
_A EVOLUÇÃO DO QUADRO: RINS RESPONDEM, MAS INFECÇÃO RESISTE_
O boletim deste domingo representa uma evolução em relação ao documento divulgado no sábado (14/3), que já apontava uma piora da função renal e a elevação dos marcadores inflamatórios. A boa notícia é que os rins de Bolsonaro apresentaram uma resposta positiva ao tratamento intensivo. A função renal, que havia se deteriorado, agora mostra sinais claros de recuperação, um alívio para a equipe médica, que temia a necessidade de procedimentos mais invasivos, como diálise.
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No entanto, a alegria não é completa. O boletim assinado pela equipe médica informa que houve uma "nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue". Este é um termo técnico que indica que a infecção, embora esteja sendo combatida, ainda não foi dominada e pode estar encontrando resistência ou novos focos. Em decorrência dessas alterações, a equipe liderada pelos médicos Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo e Bruno de Menezes Carijó decidiu ampliar a cobertura dos antibióticos. Em linguagem clara: o ex-presidente está recebendo medicamentos ainda mais potentes para tentar conter a broncopneumonia bacteriana bilateral que o levou ao hospital. O texto do boletim é taxativo: "Segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora". Isso significa que, além dos remédios, Bolsonaro continua dependendo de cuidados máximos e de exercícios para recuperar a força muscular e a capacidade pulmonar, prejudicadas pela infecção e pelo tempo de internação.
_A INTERNAÇÃO: UMA BATALHA CONTRA O TEMPO E A INFECÇÃO_
A internação de Jair Bolsonaro começou na sexta-feira, 13 de março, após ele dar entrada no Hospital DF Star com um quadro grave. O diagnóstico inicial foi de broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção que ataca os dois pulmões e que pode ser extremamente perigosa em pacientes com o histórico médico do ex-presidente. Em 2018, Bolsonaro sofreu um atentado a faca que resultou em múltiplas cirurgias abdominais e que, desde então, exige cuidados permanentes com sua saúde, tornando-o mais vulnerável a infecções.
No sábado, o primeiro boletim já havia acendido o alerta: apesar de um "quadro estável", a função renal havia piorado e os marcadores inflamatórios estavam em elevação. A expressão "quadro estável", usada no sábado, é um termo técnico que indica que o paciente não está em morte iminente, mas não significa melhora. A estabilidade, naquele momento, era a de um paciente grave, mas sem piora súbita. O boletim de hoje confirma que a batalha contra a infecção continua dura e que o organismo de Bolsonaro ainda não venceu a guerra.
_A REAÇÃO POLÍTICA E POPULAR: ORAÇÕES E SILÊNCIO ESTRATÉGICO_
A notícia da piora nos marcadores inflamatórios, mesmo com a melhora renal, gerou uma onda de comoção entre os apoiadores do ex-presidente. Nas redes sociais, as hashtags #ForçaBolsonaro e #OraçõesParaBolsonaro voltaram a figurar entre os assuntos mais comentados. Lideranças da oposição, como os filhos do ex-presidente, os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o senador Magno Malta (PL-ES), mantêm-se em silêncio público ou com breves mensagens de fé, concentrados no aspecto familiar da crise.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal nome da direita após a prisão de Bolsonaro e cotado para a sucessão presidencial, cancelou sua agenda pública deste domingo e deve voar para Brasília ainda hoje para acompanhar de perto a situação. No campo governista, a orientação do Palácio do Planalto tem sido a de não explorar politicamente o episódio, com o presidente Lula tendo inclusive feito uma breve declaração na sexta-feira desejando melhoras ao adversário, num raro momento de trégua na acirrada disputa política.
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_O QUE ESPERAR: OS PRÓXIMOS PASSOS NA UTI_
A equipe médica do Hospital DF Star não divulgou uma projeção de quanto tempo Bolsonaro deverá permanecer na UTI. A "intensificação da fisioterapia respiratória e motora" indica que, além de combater a infecção, os médicos trabalham para evitar que o longo período de imobilidade cause outros problemas, como atrofia muscular ou trombose. A broncopneumonia bilateral é uma condição séria, e a recuperação total pode ser lenta, especialmente em um paciente de 71 anos com o histórico cirúrgico de Bolsonaro.
Novos boletins devem ser divulgados nas próximas horas ou na manhã de segunda-feira (16/3). Por enquanto, a palavra de ordem é cautela. A melhora renal é um passo importante, mas a persistência da inflamação e a necessidade de antibióticos mais fortes mostram que o ex-presidente ainda não está fora de perigo. O país acompanha, e a política, por algumas horas, dá lugar à preocupação com a saúde de um homem que, amado ou odiado, segue sendo uma das figuras mais influentes da história recente do Brasil.
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