Uma tempestade política tomou conta da Câmara dos Deputados nos últimos dias, expondo a radicalização em torno da pauta de costumes e dos limites da representatividade feminina. O estopim foi a eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, ocorrida na quarta-feira, 11 de março de 2026, em Brasília. Em uma reação imediata e contundente, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou as parlamentares de seu campo político a obstruírem os trabalhos do colegiado, enquanto o partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), protocolou um pedido de cassação do mandato da nova presidente, elevando a crise a um novo patamar. O que está em jogo é muito mais do que uma disputa por uma cadeira; é uma batalha pela própria definição de quem pode falar em nome das mulheres brasileiras.

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