Nesta terça-feira (16 de junho de 2026), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento da ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que ele atuou nos Estados Unidos, articulando sanções econômicas e pessoais contra ministros do STF e o Brasil para influenciar o julgamento do pai, condenado por tentativa de golpe. A jornalista Neila Guimarães, em análise no Metrópoles, classificou o julgamento como “abusivo e uma perseguição”. Eduardo, que reside nos EUA, é defendido pela Defensoria Pública da União (DPU), que alega imunidade parlamentar, liberdade de expressão e nulidade processual.

CONTEXTO E HISTÓRICO

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025. A PGR o acusa de ter pressionado o governo Donald Trump por tarifas contra o Brasil e sanções via Lei Magnitsky contra ministros do STF, com o objetivo de interferir na Ação Penal que condenou Jair Bolsonaro. O inquérito foi aberto por determinação de Alexandre de Moraes, relator do caso. Em novembro de 2025, a Primeira Turma tornou Eduardo réu por unanimidade. A DPU recorreu alegando omissões quanto à imunidade parlamentar e falta de provas de “grave ameaça”. O julgamento de hoje pode resultar em condenação, com pena de 1 a 4 anos de prisão, tornando-o inelegível.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP): ex-deputado, réu no processo, autoexilado nos EUA.
  • Alexandre de Moraes: relator do caso na Primeira Turma do STF.
  • Jair Bolsonaro: ex-presidente, pai de Eduardo, condenado por tentativa de golpe.
  • Primeira Turma do STF: composta por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
  • PGR: autora da denúncia, pede condenação.
  • Defensoria Pública da União (DPU): defesa de Eduardo, alega cerceamento e imunidade.
  • Neila Guimarães: analista do Metrópoles, crítica ao julgamento.
  • Donald Trump: presidente dos EUA, citado nas articulações.

REAÇÕES

A direita  ve o processo como perseguição política e ativismo judicial de Moraes, mais um capítulo de cerceamento à oposição. Neila Guimarães reforçou que o julgamento é abusivo. Setores conservadores denunciam violação à liberdade de expressão e imunidade parlamentar. A esquerda e veículos alinhados ao governo celebram como defesa da ordem institucional. Nas redes, o tema polariza entre quem apoia a apuração e quem acusa o STF de uso seletivo do Judiciário.

TRATAMENTO DA IMPRENSA

Veículos como G1, CNN, O Globo e R7 destacam a acusação da PGR e a expectativa de condenação, tratando o caso como legítima apuração. Portais conservadores e influenciadores da direita enfatizam a perseguição, omissões sobre imunidade parlamentar e o papel de Moraes como “juiz e parte”. A grande imprensa mainstream tende a minimizar críticas ao STF e ignorar o debate sobre liberdade de expressão.

CONSEQUÊNCIAS

Uma condenação reforçaria o controle do STF sobre opositores e poderia agravar tensões Brasil-EUA. Para a direita, consolida o padrão de lawfare contra a família Bolsonaro e a oposição conservadora. Politicamente, intensifica a narrativa de perseguição às vésperas das eleições de 2026.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

A Primeira Turma deve prosseguir com votos dos ministros. A DPU pode recorrer. O caso tende a gerar maior mobilização da direita, debates sobre ativismo judicial e possível desgaste institucional. Condenação deixaria Eduardo inelegível.