O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito que investiga suposto crime de calúnia cometido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PGR tem 15 dias para se manifestar sobre a conclusão das investigações da Polícia Federal.

A PF concluiu que Flávio cometeu calúnia ao imputar falsamente a Lula crimes graves. O caso refere-se a uma postagem feita pelo senador no dia 3 de janeiro de 2026 no X (antigo Twitter), na qual ele associa o presidente a tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas, ditaduras e eleições fraudadas.

CONCLUSÃO DA PF

Segundo o relatório da Polícia Federal:

> “Fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico.”

ANDAMENTO DO CASO

Moraes determinou o envio dos autos à PGR para manifestação final. Se a Procuradoria concordar com a denúncia, Flávio Bolsonaro pode se tornar réu no STF. A pena para calúnia pode chegar a dois anos de prisão, além de multa.

REAÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO

Mesmo após a conclusão da PF, o senador continuou a criticar duramente o governo Lula e o que considera ativismo judicial. Flávio tem se posicionado como um dos principais nomes da oposição e pré-candidato à Presidência da República em 2026.

CONTEXTO POLÍTICO

O caso integra uma série de inquéritos no STF que investigam críticas da oposição ao governo e ao Judiciário. Aliados de Flávio veem a investigação como mais um exemplo de “lawfare” (guerra jurídica) contra a direita, enquanto o PT defende que o senador extrapolou os limites da liberdade de expressão.