MORAES EXIGE NOVA PERÍCIA PARA DECIDIR SOBRE DOMICILIAR DE BOLSONARO
Apesar de quadro grave de pneumonia e risco de morte em UTI, ministro do STF impõe perícia da Polícia Federal antes de analisar transferência de ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja submetido a uma nova perícia médica realizada pela Polícia Federal. A medida é uma condição imposta pelo magistrado para decidir sobre o pedido de transferência de Bolsonaro da prisão para o regime domiciliar. A decisão ocorre em um momento crítico, enquanto o líder conservador permanece internado em suporte semi-intensivo no Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer uma pneumonia bacteriana bilateral agravada por broncoaspiração.
CRÍTICAS AO SADISMO E PERSEGUIÇÃO JUDICIAL
O deputado federal Gustavo Gayer, em vídeo publicado em 20 de março de 2026, classificou a exigência de Moraes como um ato de "perversidade" e "sadismo demoníaco". Gayer destacou a disparidade de tratamento entre Bolsonaro e outros investigados: "O Brazão, que matou a Marielle, está em casa, com personal trainer visitando ele três vezes por semana, e o Moraes concedeu esse benefício a ele. Agora o Bolsonaro, que quase morreu na UTI, precisa de mais uma perícia?". A fala reflete o sentimento de indignação da base direitista diante do que consideram uma perseguição implacável.
HISTÓRICO DE NEGATIVAS E LAUDOS MÉDICOS
A defesa de Jair Bolsonaro tem solicitado a prisão domiciliar desde novembro de 2024, apresentando diversos laudos que atestam a necessidade de cuidados médicos 24 horas por dia. De acordo com o deputado Gayer, o ministro já rejeitou quatro pedidos similares, mesmo com provas de que o ex-presidente corre riscos graves de saúde sem assistência contínua. "Todos os laudos provando que ele tinha que estar em casa, que precisava de cuidado médico intensivo o tempo inteiro, e o Morais negou todos", afirmou o parlamentar.
PERÍCIA DA PF COMO MECANISMO DE ADIAMENTO
A estratégia de Moraes, segundo analistas, visa obter um laudo técnico independente para não se basear apenas na equipe médica particular de Bolsonaro. A expectativa é que a perícia da Polícia Federal seja realizada assim que o ex-presidente receba alta hospitalar. No entanto, o adiamento da decisão mantém o ex-presidente sob custódia estatal mesmo após um episódio onde, segundo relatos médicos, "se demorasse mais duas a três horas para o atendimento, ele poderia ter morrido". Até o momento não há confirmação oficial de quando a perícia será executada.
REAÇÕES POLÍTICAS E FUTURO DAS INSTITUIÇÕES
O tom de tensão em Brasília aumenta à medida que parlamentares conservadores sinalizam reações institucionais. Gustavo Gayer alertou para as consequências políticas dos atos do ministro, mencionando que "as consequências virão" e que o Congresso pode se mobilizar para processos de impeachment caso a postura de Moraes não seja revista. A defesa de ideais liberais e o combate ao que a direita chama de "ditadura da toga" tornam-se o centro do debate público, enquanto a saúde de Bolsonaro continua sendo monitorada sob forte vigilância judicial.
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