Alexandre de Moraes atendeu nesta quarta, 7 de outubro, a um pedido da Receita Federal e mandou intimar Jair Bolsonaro sobre uma cobrança por infração fiscal no caso das joias dadas pela Arábia Saudita, uma ciência da autuação tributária, e não uma nova condenação criminal.

Em março, a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do inquérito porque a lei não deixa claro se o presente recebido no mandato é do presidente ou do Estado, e por isso não se poderia falar em crime, embora a Polícia Federal tenha indiciado Bolsonaro em 2024 por associação criminosa, lavagem e apropriação, com o valor dos itens estimado em R$ 6,8 milhões, a partir da delação de Mauro Cid.

Em julho, Moraes já tinha mandado tirar as joias de uma agência da Caixa e levá-las à alfândega do aeroporto de São Paulo, com parecer favorável da PGR, e o ex-presidente segue em prisão domiciliar há pouco mais de um ano, condenado a 27 anos e 3 meses.