Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 17 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusao de mensagens em uma investigacao mesmo apos a Policia Federal alertar que os dialogos poderiam revelar fontes protegidas de um jornalista.

O caso envolve Luis Pablo Conceicao Almeida, blogueiro do Maranhao investigado por suspeita de perseguicao ao ministro Flavio Dino, apos publicar informacoes sobre o uso de veiculos oficiais por familiares do magistrado. Em 8 de abril de 2026, um delegado informou a Moraes que havia deixado de incluir nos autos conversas capazes de identificar um possivel informante do jornalista, citando o artigo 5º, XIV, da Constituicao, que assegura o sigilo da fonte.

Moraes reconheceu a protecao constitucional, mas considerou que havia indicios relevantes do crime de perseguicao e determinou que a PF apresentasse o material em 48 horas. Em agosto, autorizou buscas contra pessoas apontadas como informantes, incluindo o delegado aposentado Raimundo Cutrim. Criticos questionam os limites da investigacao diante da garantia constitucional do sigilo da fonte jornalistica.