Ministro de Israel Amichai Chikli questiona vitória de Lula e fala em fraude e ditadura estilo Pinochet
Integrante do governo de Netanyahu afirma não acreditar que o presidente tenha vencido de forma justa e diz que Brasil sob Lula não é mais democracia
O ministro de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli, integrante do governo de Benjamin Netanyahu, questionou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial brasileira e usou a palavra “fraude” ao comentar o resultado.
Em publicação no X nesta segunda-feira (26), Chikli escreveu: “Lula’s first statement: censor social media. I don’t believe he won this election fairly. Brazil under Lula is no longer a democracy. Leave the fraud unchallenged and it turns into a Pinochet-style dictatorship.” Em tradução livre: “A primeira declaração de Lula: censurar as redes sociais. Não acredito que ele tenha vencido esta eleição de forma justa. O Brasil sob Lula já não é uma democracia. Deixar a fraude sem contestação e ela se transforma em uma ditadura no estilo de Pinochet.”
As afirmações são acusações do ministro. A reeleição de Lula foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização e divulgação dos resultados oficiais.
A reação acontece depois de Netanyahu ter apoiado Flávio Bolsonaro no segundo turno. Chikli já havia declarado apoio público a Flávio, destacando seu compromisso com o combate ao antissemitismo e a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, em contraste com a política de Lula.
É preciso distinguir a declaração individual de Chikli de uma posição formal do governo de Israel sobre o reconhecimento do resultado eleitoral brasileiro. O episódio soma-se a outras manifestações internacionais que questionam aspectos do processo, como as de Elon Musk e aliados de Donald Trump.

