O debate sobre a segurança pública e a soberania nacional ganhou um posicionamento de peso durante as atividades do 14º Fórum de Lisboa, em Portugal. O ex-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que não enxerga riscos para a soberania do Brasil na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras. A declaração de Temer confronta diretamente a narrativa adotada pelo Palácio do Planalto e pela esquerda, que tentam usar o argumento da independência nacional para criticar a medida americana.

O ex-presidente ponderou que, embora o Brasil não deva permitir qualquer tipo de intervenção militar ou operacional direta em seus assuntos internos, a cooperação internacional e o trabalho conjunto entre as forças de segurança de ambos os países é o caminho correto para enfrentar as organizações criminosas. Michel Temer argumentou que o crime organizado se internacionalizou e transcendeu de forma definitiva as fronteiras brasileiras, exigindo uma resposta coordenada global para sufocar suas estruturas financeiras e de logística.

O CONTRASTE ENTRE A LIDERANÇA DE TEMER E A OMISSÃO DO PLANALTO

A manifestação de Michel Temer expõe o isolamento ideológico do atual governo federal diante da comunidade internacional. Enquanto o governo de Donald Trump justifica a inclusão na lista de terrorismo devido à atuação comprovada das duas facções em pelo menos 12 estados norte-americanos, a gestão petista em Brasília prefere focar em críticas formais contra a interferência externa. Para os parlamentares da oposição e apoiadores da direita, a postura do Planalto demonstra uma leniência perigosa com o avanço do narcotráfico, mascarada por um falso discurso de soberania.

A oposição conservadora no Congresso Nacional segue celebrando o cerco financeiro que a medida dos Estados Unidos vai impor aos líderes dos cartéis brasileiros, bloqueando bens, contas bancárias e canais de lavagem de dinheiro no exterior. A análise técnica apresentada por Temer no evento apelidado de Gilmarpalooza reforça que a colaboração policial e a troca de informações de inteligência não ferem o direito constitucional brasileiro, mas sim fortalecem o combate aos grupos que aterrorizam a população civil e atacam as forças policiais.

O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER

O avanço do PCC e do CV no continente americano e europeu transformou essas organizações em ameaças globais à segurança pública. Quando o governo dos Estados Unidos endurece a legislação e aplica o status de terrorismo a essas facções, ele abre a possibilidade de caça aos ativos financeiros que sustentam o tráfico de armas e de drogas. A insistência do atual governo brasileiro em rechaçar essa cooperação internacional acende o sinal de alerta sobre as reais prioridades da política de segurança nacional conduzida pela esquerda.

Até o momento, o Ministério da Justiça e a Presidência da República não emitiram novas manifestações ou notas oficiais em resposta aos comentários feitos pelo ex-presidente Michel Temer em Lisboa. O vídeo contendo o posicionamento do ex-mandatário foi registrado pelo jornalismo do Portal O Povo e circula intensamente nas redes sociais, servindo como argumento para que a bancada de direita intensifique a cobrança por medidas duras de combate às facções dentro e fora do território nacional.