MESSIAS CHAMA RELATÓRIO DA PF DE ‘VINGANÇA’ E APONTA ARTICULAÇÃO CONTRA ELE
Advogado-geral da União atribui a aliados uma suposta retaliação por não ter contestado decisões de André Mendonça no inquérito das fraudes do INSS.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou em conversas reservadas que considera uma “vingança” o relatório da Polícia Federal que o menciona e foi posteriormente usado pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça. Segundo O Globo, Messias avalia que a reação ocorreu depois de ele não atender a um pedido para que a Advocacia-Geral da União contestasse decisões de Mendonça no inquérito sobre fraudes no INSS.
Messias também teria classificado como uma “vergonha” as referências feitas a seu nome no documento. Ainda de acordo com a reportagem, o chefe da AGU suspeita de uma articulação entre Moraes, o ministro Flávio Dino e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com o objetivo de desgastá-lo. Essa é uma avaliação atribuída ao ministro em relatos de bastidores e, até o momento, não representa uma acusação formal nem comprova a existência de ação coordenada entre os citados.
O episódio amplia a tensão institucional em torno do relatório da PF, cuja autoria e validade probatória passaram a ser questionadas. A manifestação atribuída a Messias ganha peso político porque parte de um integrante do primeiro escalão do governo Lula e indica resistência interna à narrativa usada contra André Mendonça. O caso agora pressiona as autoridades envolvidas a esclarecerem a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e o motivo pelo qual o nome do advogado-geral da União foi incluído.

