Neste domingo, 11, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou a campanha de Lula suspender o impulsionamento pago das publicações com a frase “se Flávio Bolsonaro ganhar, você perde”. Flávio tinha acionado o TSE pedindo o corte do impulsionamento e multa. A decisão, publicada hoje, vale para a peça identificada no processo e proíbe reativar o mesmo anúncio com outro identificador, outra página ou uma mudança só de forma para contornar a ordem. O post que já está no ar de graça não sai agora. Mendonça deixou o mérito, a veracidade das frases e a multa para depois do contraditório.

O vídeo, segundo o processo, chama quem “não faz o L, nem a arminha”, quem estaria cansado da política ou não teria votado no primeiro turno. Em seguida diz que, se Flávio vencer, o eleitor perde a Farmácia Popular, o especialista no SUS, o tratamento com a caneta emagrecedora, o aumento anual da aposentadoria e do salário mínimo, os dois dias de folga e a tranquilidade, e que as bets voltariam com tudo. Para Mendonça, a peça não apresenta proposta nem realização de Lula. Ela lista supostos prejuízos da eleição do adversário para estimular rejeição, e isso, na leitura dele, é propaganda negativa, que a regra eleitoral não deixa impulsionar com dinheiro.

A mesma régua já tinha sido aplicada do outro lado. Na segunda, 5, Mendonça multou Flávio em R$ 5 mil por ter pago, em setembro, um anúncio em que dizia que Lula abandonou o Brasil e que a candidatura dele resgataria o país. O post ficou no ar e o novo impulsionamento daquela peça foi proibido. Desta vez a multa de Lula ainda não foi fixada. O que saiu hoje é a suspensão do pagamento deste vídeo, não um julgamento de que as frases sobre SUS, salário e bets sejam verdadeiras ou falsas.