O ministro André Mendonça já mantinha, desde março, uma cópia de segurança lacrada e criptografada do material bruto extraído do celular de Daniel Vorcaro. Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal entregou o HD diretamente ao gabinete do relator, preservando uma versão original dos dados antes da distribuição de novas cópias aos demais ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na quinta-feira, Mendonça e Luiz Fux receberam outra mídia com a íntegra do conteúdo, mas informaram à Polícia Federal que não conseguiram acessar os arquivos. Em ofícios enviados ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, os ministros pediram auxílio técnico e solicitaram a conferência da integridade do material. A mídia reúne cerca de 500 gigabytes de dados e pode conter mensagens, documentos e informações ligadas ao caso Banco Master.

A existência da cópia de segurança dá a Mendonça uma posição estratégica: mesmo diante de falha técnica na mídia distribuída agora, permanece preservado o material bruto recebido em março. O episódio também aumenta a cobrança por explicações sobre a diferença entre os arquivos e sobre a forma como o conteúdo foi processado. A PF afirma que o aparelho original e a extração continuam guardados, enquanto a análise das cópias segue sob supervisão do Supremo.