Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques foram os dois votos contrários à suspensão da campanha de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná, segundo divulgado pelo UOL. Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a decisão que impede o candidato de pedir votos, participar de debates e veicular propaganda no rádio e na TV, embora o registro da candidatura continue válido.

Mendonça defendeu que candidatos com registro sub judice podem realizar atos de campanha. Nunes Marques afirmou que as restrições podem causar prejuízo irreversível à campanha e ao eleitorado caso o registro seja depois mantido. O julgamento definitivo da candidatura ainda será analisado pelo TSE.

O placar 5 a 2 confirma o isolamento da linha garantista: Mendonça e Kassio ficaram sozinhos ao apontar o óbvio risco de cassar na prática uma campanha antes do mérito. A maioria do TSE prefere amarrar Dallagnol agora e discutir depois — fórmula que a direita lê como seletividade contra o nome da Lava Jato.