MENDONÇA ARRASTA LULA PARA O CENTRO DA CRISE E DÁ GÁS À ESTRATÉGIA DA OPOSIÇÃO
Segundo a VEJA, afastamento de Andrei Rodrigues lança suspeitas sobre a PF e Messias e reforça tentativa de associar Lula a Moraes.
A decisão do ministro André Mendonça de afastar provisoriamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por conta da produção de relatórios de inteligência sobre a atuação do magistrado, arrasta ainda mais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo para o centro da crise, segundo a VEJA. Além de lançar suspeitas sobre o trabalho da PF e do homem de confiança indicado por Lula para comandar a instituição, a decisão mostra que o advogado-geral da União, Jorge Messias, também foi alvo de suspeitas internas levantadas por policiais.
Conforme a VEJA, a decisão de Mendonça dá gás à tentativa da oposição de associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes. A estratégia foi usada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na manifestação da Avenida Paulista na segunda-feira (7/9): “Quem votar em Lula estará votando em Alexandre de Moraes”, disse. A suspeita, evidenciada na decisão, de que um grupo da PF ligado a Andrei produziu relatório que teria servido para Moraes contra-atacar Mendonça e criar cortina de fumaça em torno das suspeitas sobre sua relação com o Master complica a situação de Lula.
Na decisão, Mendonça critica o relatório apócrifo que citou a “matriz religiosa comum” evangélica e a proximidade com Messias como elementos de suspeição, e aponta que o documento avançou até sobre a escolha de Lula para a vaga de Barroso no STF. Além de Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux apoiaram a medida; Gilmar Mendes pediu vista. O governo, por meio da AGU, deve recorrer para levar o caso ao plenário. Lula terá de decidir se banca o chefe da PF ou se acata eventual decisão da Corte, informa a VEJA.

