MANOBRA JURÍDICA TENTA TIRAR ABELARDO DE LA ESPRIELLA DA DISPUTA PRESIDENCIAL NA COLÔMBIA
Grupo de ex-magistrados alinhados à esquerda aciona a Justiça alegando que a cidadania norte-americana do candidato conservador violaria a soberania nacional, configurando claro ativismo judicial para favorecer o candidato de Gustavo Petro a poucos dias do segundo turno.
A reta final da eleição presidencial na Colômbia foi sacudida por uma investida jurídica contra o candidato de direita Abelardo de la Espriella. Um grupo de 20 ex-magistrados, ex-constituintes e professores de direito público ingressou com um questionamento formal alegando que a cidadania norte-americana obtida por De la Espriella em fevereiro de 2023 criaria um conflito com o juramento exigido pelos Estados Unidos e as funções constitucionais de chefe de Estado colombiano. A movimentação é vista pelos apoiadores e analistas conservadores como uma nítida estratégia de tapetão arquitetada para tirar "El Tigre" da corrida eleitoral e pavimentar o caminho para a esquerda radical representada por Iván Cepeda, herdeiro político do atual mandatário, Gustavo Petro.
INVESTIDA JURÍDICA DISFARÇADA DE DEFESA DA SOBERANIA
A alegação central dos juristas é que o juramento de fidelidade exigido para a naturalização nos Estados Unidos geraria obrigações que impediriam o exercício pleno da presidência colombiana. No entanto, a defesa de Abelardo e especialistas em direito internacional apontam que a Constituição da Colômbia permite expressamente a dupla nacionalidade, e nenhuma regra interna o impede de concorrer. Trata-se de um malabarismo retórico criado na undécima hora para desestabilizar uma candidatura que representa a verdadeira oposição ao avanço do esquerdismo na América Latina. O próprio candidato ironizou os ataques e advertiu que seu status de cidadão americano lhe confere um respaldo legal e diplomático robusto: "Aquele que se meter com um cidadão americano — seja governo, particulares, facções criminosas ou narcoterroristas —, responderá perante a justiça americana".
O PRIMEIRO PRESIDENTE FILIADO AO PARTIDO REPUBLICANO
O caso ganha contornos ainda mais profundos pelo fato de De la Espriella ser publicamente filiado ao Partido Republicano dos Estados Unidos, tendo inclusive financiado campanhas da legenda na Flórida. Ele próprio declarou que poderá ser o primeiro mandatário colombiano abertamente republicano.
Entre os principais elementos que cercam este cenário geopolítico, destacam-se:
- Alinhamento ideológico com Donald Trump: De la Espriella adota uma postura de conservadorismo libertario e patriotismo constitucional idênticos aos princípios do movimento Make America Great Again (MAGA).
- O Respaldo de Trump: O ex-presidente Donald Trump manifestou "apoio total e pleno" a Abelardo após sua vitória no primeiro turno, classificando-o como um líder "forte, inteligente e duro" que lutará contra o narcotráfico, restaurará a lei e a ordem e reaquecerá a economia através de propostas como a liberdade tributária e a autorização para colombianos abrirem contas em dólares.
- Propostas Antiestabelecimento: Alinhado à direita tradicional e às figuras como Olavo de Carvalho e os liberais econômicos como Hayek e Friedman, Abelardo promete reduzir drasticamente o tamanho do Estado e fechar a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), tribunal acusado pela direita de garantir impunidade a ex-guerrilheiros.
IMPACTO DIRETO E REAÇÃO DE TRUMP AO ATIVISMO JUDICIAL
O principal impactado direto por essa manobra jurídica é o eleitor colombiano, que corre o risco de ver seu direito de escolha cerceado por tribunais aparelhadis. Indiretamente, o avanço do ativismo judicial atinge em cheio a segurança jurídica e a estabilidade democrática da Colômbia. A reação do governo norte-americano, sob a influência da liderança de Donald Trump, tende a ser de total repúdio a qualquer tentativa de judicialização do processo eleitoral para favorecer o candidato marxista Iván Cepeda. Trump vê a estabilidade da Colômbia como crucial para a segurança regional e contra o avanço do narcotráfico, e uma interferência jurídica contra um cidadão americano e aliado republicano poderá azedar definitivamente as relações diplomáticas entre Washington e o atual regime de Bogotá.
O TEATRO DA IMPRENSA E AS OMISSÕES DA ESQUERDA
Enquanto os principais veículos tradicionais e portais alinhados ao governo inflam o discurso dos 20 juristas como se fosse uma "preocupação técnica legítima", a grande imprensa omite o fato de que tais ex-magistrados possuem histórico de proximidade com agendas progressistas e de esquerda. Os veículos fingem ignorar que o uso de lawfare (guerra jurídica) tornou-se a ferramenta padrão da esquerda latino-americana para banir opositores competitivos. O que os jornais deixam de lado é que a própria legislação colombiana chancela a elegibilidade de cidadãos com múltipla nacionalidade, tornando o debate jurídico um mero espantalho político.
DESDOBRAMENTOS: POLARIZAÇÃO E RISCO DE CRISE INSTITUCIONAL
Caso as cortes colombianas embarquem no ativismo judicial e tentem criar restrições à candidatura de De la Espriella a poucos dias da votação do segundo turno, agendada para 21 de junho, o país poderá mergulhar em uma crise institucional sem precedentes. O próprio Abelardo já acusou o governo de Gustavo Petro de tentar "roubar as eleições" e manobrar os bastidores. A tentativa de impugnação pode desencadear manifestações de massa por parte do movimento "Defensores da Pátria", além de provocar fortes sanções políticas e isolamento diplomático promovidos pela ala conservadora dos Estados Unidos.

