MALAFAIA PEDE A FACHIN AFASTAMENTO DE MORAES; TARCÍSIO E NIKOLAS REAPROXIMAM-SE DE FLÁVIO NA PAULISTA
No ato de 7/9, pastor cita contrato Master e ataca o PT; governador cobra resposta do STF e deputado diz que lugar de Moraes é na cadeia.
A manifestação de 7 de setembro da direita na Avenida Paulista, em São Paulo, reaproximou o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de lideranças que estavam afastadas da campanha. Segundo O Globo (7/9, 17h06), na esteira do mote “Fora Moraes”, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia fizeram discursos enfáticos no palanque do candidato. Todos tinham tido momentos de afastamento nos últimos meses; Malafaia, por exemPLo, ficou mais distante de Flávio na crise com Michelle Bolsonaro e voltou a marcar presença como tradicional organizador de atos bolsonaristas.
Malafaia afirmou que não pretendia “Caluniar ou difamar” ninguém, mas pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes, a quem chamou de “Ditador de toga”. O pastor citou o contrato da mulher do magistrado, viviane barci de Moraes, com o Banco Master e atacou o PT: “Esse contrato é uma prova da compra do poder e da influência desse ditador. Vocês já viram que Lula e o PT não dão uma palavra contra esse cara depois de toda essa lama? Fora Lula, fora Alexandre de Moraes, fora PT”. Disse ainda que não vinha pregar a desmoralização do STF e que, “Pelo bem da suprema corte”, Fachin deveria afastar Moraes.
Tarcísio, com postura menos dura, exigiu “ReSPosta” do supremo às revelações sobre Moraes e endossou a formação de maioria no Senado, casa que pode aprovar impeachment de ministros. “As últimas revelações sobre o Moraes e sobre o supremo precisam de reSPosta… está na hora do tribunal se unir para apurar”, afirmou, pedindo votos para guilherme derrite (pp) e andré do prado (PL) ao Senado em SP. Já Nikolas disse que Flávio é o único capaz de tirar o PT do poder, cobrou impeachment a Davi Alcolumbre e afirmou: “O seu lugar, xandão, é na cadeia”. Os discursos ocorreram ao lado de Flávio, ele próprio envolvido no caso Master.

