Mais de 40 integrantes do Comando Vermelho (CV) foram presos na manhã desta quinta-feira (18 de junho de 2026) durante operação coordenada pela Polícia Civil do Ceará, com desdobramentos nos estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. A ofensiva visa desarticular uma célula que atuava especialmente na região Norte do Ceará.

Dois advogados estão entre os investigados. Um foi preso em Fortaleza pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. O segundo foi alvo de busca e apreensão. O escritório onde ambos atuavam também foi vasculhado pela polícia.

APREENSÕES E BLOQUEIOS FINANCEIROS

Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo, munições, 15 veículos (alguns de luxo) e cerca de R$ 100 mil em espécie. Cinco imóveis foram sequestrados judicialmente, impedindo sua venda ou transferência. A Justiça foi acionada para bloquear contas bancárias ligadas aos investigados. As movimentações financeiras atribuídas ao grupo ultrapassam R$ 1 bilhão.

Ao todo, foram cumpridos 46 mandados de prisão. Desses, 18 alvos já estavam presos e tiveram os mandados executados; outros 28 foram detidos na operação. No Ceará, 41 decisões judiciais foram cumpridas.

OBJETIVO DA OPERAÇÃO

A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), com apoio do Departamento de Inteligência Policial. O delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez, destacou o foco em desmantelar a estrutura financeira e logística da facção.

ANÁLISE EDITORIAL

Operações como esta expõem a envergadura do crime organizado no Brasil, que infiltra até profissionais liberais como advogados para blindar suas atividades. O volume bilionário movimentado revela o poder econômico das facções, muitas vezes superior ao de pequenos estados, e cobra ação firme do Estado. Para a direita conservadora, casos assim reforçam a necessidade de endurecimento penal, fim de regalias a criminosos e prioridade absoluta à segurança pública e à soberania nacional contra o avanço do crime.