LULA TEM REJEIÇÃO DOBRADA À DE FLÁVIO BOLSONARO, APONTA ATLAS
Levantamento da Atlas/Arko mostra que 56% dos brasileiros rejeitam o petista, enquanto índice do senador fica em 28%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um índice de rejeição duas vezes maior que o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de acordo com pesquisa Atlas/Arko divulgada em 2 de abril de 2026. O levantamento, que mede a aprovação e rejeição de figuras políticas nacionais, coloca o petista com 56% de rejeição, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registra 28%. Os números acendem um alerta no Palácio do Planalto a menos de seis meses das eleições presidenciais e indicam um desgaste profundo da imagem do atual chefe do Executivo.
O QUE REVELA A PESQUISA ATLAS/ARKO De acordo com informações divulgadas pelo canal “Jornal da Cidade Online” em 2 de abril de 2026, que repercutiu os dados da Atlas/Arko, a diferença entre a rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro é de 28 pontos percentuais. A pesquisa ouviu eleitores em todo o território nacional e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os números indicam que, enquanto Lula consolida uma imagem negativa entre a maioria absoluta da população, o senador Flávio Bolsonaro mantém um patamar de rejeição significativamente menor, o que pode influenciar as alianças e estratégias da direita para o pleito de outubro.
CONTEXTO DE PERSECUÇÃO JUDICIAL À DIREITA A pesquisa surge em meio a crescentes denúncias de perseguição judicial a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro, alvo de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019 por suposto esquema de “rachadinhas” em seu gabinete quando deputado estadual, sempre negou as acusações e classificou os processos como parte de uma “lawfare” orquestrada contra sua família. Até o momento não há confirmação oficial de irregularidades julgadas em última instância, mas os processos tramitam há anos sem uma conclusão definitiva, o que, para críticos, evidencia o ativismo judicial contra a direita brasileira. Apesar da intensa perseguição que sofre nos tribunais e na mídia tradicional, Flávio Bolsonaro mantém uma rejeição de apenas 28%, demonstrando que o eleitorado conservador não adere às narrativas impostas pelo sistema judiciário.
POR QUE LULA É TÃO REJEITADO Analistas políticos apontam que a alta rejeição ao presidente Lula — 56% — reflete o desgaste natural do terceiro mandato, combinado com crises na economia, como a disparada dos alimentos e a lentidão do crescimento, além de sucessivos escândalos envolvendo ministros e aliados. A política externa do petista, que priorizou viagens internacionais e críticas a países ocidentais enquanto problemas internos se acumulavam, também contribuiu para a erosão de sua imagem. O resultado da Atlas/Arko contraria a narrativa oficial do PT, que tenta vender a imagem de um presidente ainda popular, e reforça a tese de que Lula pode ser derrotado no primeiro turno se a direita lançar um nome competitivo.
O QUE PODE ACONTECER NAS ELEIÇÕES A pesquisa Atlas/Arko tem impacto direto no planejamento das campanhas. Para o PT, o desafio será tentar reduzir a rejeição de Lula nos próximos meses, uma tarefa quase impossível dada a rigidez da imagem negativa. Para o senador Flávio Bolsonaro, os números indicam que ele pode ser um trunfo para a direita, seja como candidato ao governo do Rio de Janeiro, seja como articulador de um nome de consenso nacional. A rejeição de 28% é considerada baixa para uma figura tão exposta e perseguida politicamente, abrindo espaço para que o bolsonarismo se reorganize sem o peso do patriarca, cujo registro de candidatura ainda é incerto devido aos processos no TSE. Resta saber se a direita saberá capitalizar esse momento de fraqueza do petista ou se deixará escapar a chance de resgatar o Brasil do projeto socialista.
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