LULA PROPÕE GRUPO MUNDIAL CONTRA CRIME ORGANIZADO EM WASHINGTON
Presidente brasileiro defende expertise da Polícia Federal e tenta emplacar liderança regional após encontro com Donald Trump na Casa Branca.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva de imprensa realizada após seu encontro com Donald Trump na Casa Branca, em Washington, revelou detalhes sobre a proposta de criação de um grupo de trabalho internacional focado no combate ao crime organizado. Segundo declarações registradas em vídeo pela GloboNews, o petista afirmou que o Brasil está disposto a liderar uma coalizão envolvendo países da América do Sul, América Latina e, eventualmente, de todo o mundo para enfrentar crimes transnacionais de forma conjunta. Lula destacou que o tema, anteriormente tratado como "tabu", precisa de uma abordagem que não privilegie a hegemonia de uma única nação, exaltando o que chamou de "expertise extraordinária" da Polícia Federal (PF) brasileira. De acordo com o mandatário, o objetivo é estabelecer uma cooperação técnica e de inteligência que fortaleça a segurança nas fronteiras e o enfrentamento às facções. O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre a segurança pública no Brasil, sendo interpretado por analistas como uma tentativa de exportar um modelo de gestão que ainda enfrenta críticas internas severas. Para o cidadão conservador, a fala de Lula soa contraditória, visto que o atual governo é frequentemente criticado pela direita por sua leniência no combate ao tráfico e por decisões judiciais que favorecem criminosos em solo nacional. A leitura de quem defende a tolerância zero e o fortalecimento das polícias é de que o presidente tenta usar a diplomacia para desviar o foco da crise de segurança pública no Brasil, utilizando a Polícia Federal como ferramenta de propaganda externa enquanto, internamente, o cidadão comum sofre com o avanço da criminalidade. Além disso, a ideia de um grupo global coordenado pode representar, sob a ótica conservadora, um risco à soberania nacional e uma abertura para interferências externas em questões de segurança que deveriam ser resolvidas com rigor e leis mais firmes no Congresso.

