Em mais uma aparição internacional na Cúpula do Mercosul, no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “acabou com a fome” no Brasil e que a economia vive seu “melhor momento”. As declarações geraram aplausos no Planalto, mas indignação entre quem enfrenta alta de preços e dificuldades diárias.

CHECAGENS QUESTIONAM O DISCURSO

Agências como a Lupa apontam exagero na afirmação sobre o fim da fome. Apesar de avanços em programas sociais, milhões ainda dependem de doações e bancos de alimentos. O Brasil já havia saído do Mapa da Fome em governos anteriores e voltou a registrar insegurança alimentar grave, mostrando problema cíclico.

NÚMEROS DA ECONOMIA CONTRARIAM O “MELHOR MOMENTO”

Economistas destacam desaceleração do PIB (projeções de 1,5% a 2%), inflação pressionando alimentos, dívida pública elevada e riscos fiscais. A recuperação do emprego formal não elimina a percepção negativa de carestia, especialmente em periferias e interior.

ANÁLISE CONSERVADORA

O discurso soa como propaganda de campanha, desconectado da realidade de desigualdades regionais e vulnerabilidades econômicas. Críticos veem tentativa de construir narrativa positiva enquanto o governo recorre a “pacote de bondades” e gastos elevados em publicidade.