O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento de pura desconexão com a realidade durante a reunião ministerial realizada nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. O petista afirmou publicamente que mudou de ideia e decidiu comparecer à reunião de cúpula do G7, que ocorrerá em Evian, nos Alpes franceses, entre os dias 15 e 16 de junho. Inicialmente, o chefe do Executivo não pretendia viajar para o evento, mas justificou sua ida com uma frase que gerou constrangimento e piadas nos bastidores diplomáticos: afirmou que precisa ir até lá para colocar ordem na casa.

A ARROGÂNCIA DIANTE DAS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO

A declaração de Lula soou para analistas políticos como a postura de um cão de pequeno porte tentando peitar um gigante. O G7 é o clube que reúne as sete maiores economias globais: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Mesmo chefiando um país que enfrenta forte crise interna e desconfiança externa, o petista declarou que sua presença é indispensável para dar um fim ao desmonte do multilateralismo, à degradação da democracia e à desvalorização das instituições. O convite formal foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, mas a tentativa de Lula de se colocar como o xerife da geopolítica mundial expõe o Brasil ao ridículo.

O MEDO DO CONFRONTO DIRETO COM DONALD TRUMP

O anúncio da viagem ocorre exatamente um dia após o governo dos Estados Unidos propor uma dura sobretaxação de 25% sobre as exportações de produtos brasileiros. A expectativa em Brasília e no exterior é que ocorra um encontro direto entre Lula e o presidente americano Donald Trump durante a cúpula do G7. Sem força real para negociar e acuado pelas sanções econômicas americanas, o petista preferiu usar a reunião ministerial para atacar a oposição conservadora interna, acusando adversários políticos de tentarem trair o Brasil com interesses rasteiros de disputa eleitoral e de estarem dispostos a vender o país.

AS RAZÕES TÉCNICAS DO TARIFAÇO QUE LULA TENTA ESCONDER

A retórica inflamada do Planalto tenta esconder o fato de que a sanção americana é baseada em falhas exclusivas da própria gestão petista. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos concluiu uma investigação técnica baseada na Lei de Comércio de 1974 e apontou que as políticas atuais do governo brasileiro sobre comércio digital, desmatamento ilegal e desrespeito à propriedade intelectual oneram e restringem o mercado norte-americano. Washington fixou o prazo final de 15 de julho para que o Brasil adote medidas corretivas. Em vez de trabalhar tecnicamente para resolver o problema, Lula prefere viajar à Europa para discursar e fingir que tem autoridade para comandar o cenário global.