O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acendeu um novo foco de tensão com os Estados Unidos na sexta-feira, 13 de março de 2026, ao determinar a revogação do visto do assessor especial da Casa Branca, Darren Beattie. A decisão, tomada no Rio de Janeiro, foi justificada publicamente como um ato de reciprocidade pelo bloqueio de vistos de autoridades brasileiras, mas uma análise dos bastidores revela uma operação muito mais complexa: uma tentativa desesperada de conter os danos de uma crise diplomática em cascata, enquanto o governo enfrenta sua pior avaliação popular e vê aliados serem sancionados por Washington sob acusações graves de exploração de mão de obra. O episódio, longe de ser um mero atrito burocrático, expõe as fragilidades de um governo que tenta, a todo custo, desviar a atenção de escândalos e derrotas políticas a poucos meses das eleições de outubro.

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