O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta quarta-feira (9) qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Durante comício em Teresina, no Piauí, o candidato à reeleição afirmou que o presidente americano Donald Trump deve “se meter no país dele” e declarou que a disputa deste ano decidirá se o Brasil continuará tendo democracia, segundo a Agenda do Poder.

Lula em ato de campanha em setembro de 2026 (Ricardo Stuckert/PR)
Lula em ato de campanha em setembro de 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR (Wikimedia Commons).

“Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Porque a gente sabe o que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro e ninguém tasca”, afirmou. Ao citar o governador do Piauí e candidato do PT, Rafael Fonteles, Lula disse que o que está em jogo “não é se vai ter o Rafael, se vai ter o Lula, é se vai ter democracia ou não”. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro nesse trecho, atacou adversários como “do mal” e “mentirosos”, conforme a Agenda do Poder.

No mesmo comício, Lula reafirmou que seus candidatos ao Senado no Piauí são Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) e disse que “não aceita vira-lata” do seu lado. O presidente não mencionou nominalmente o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que tenta renovar o mandato. A reportagem é da Agenda do Poder, assinada por Marcelo Moreira, com foto de Ricardo Stuckert.