O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reascendeu a disputa política e gerou uma crise institucional profunda no Rio de Janeiro ao atacar abertamente a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Durante um evento oficial de inauguração de uma sede da Fiocruz na capital fluminense, o mandatário declarou textualmente que, caso a escolha do próximo governador dependesse dos deputados estaduais da Alerj, o resultado seria a ascensão de um criminoso ao poder. Se a assembleia tivesse que indicar, ia vir um miliciano, disparou o petista, promovendo uma generalização irresponsável contra os representantes eleitos pelo povo fluminense.

A REAÇÃO DURA DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA

A resposta ao ataque gratuito veio de forma imediata e contundente. O presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, divulgou uma nota oficial na qual afirmou categoricamente que Lula não tem moral para dar lição ao Rio de Janeiro sobre o combate ao crime organizado. O parlamentar destacou que o chefe do Executivo federal desrespeitou a população do estado com ofensas generalizadas e relembrou o histórico ideológico da esquerda brasileira no tratamento de criminosos, apontando que o petista historicamente relativiza as ações de traficantes ao tratá-los como vítimas da sociedade.

O FRACASSO DA SEGURANÇA NOS ESTADOS DO PT

Além de rebater a acusação, a liderança do parlamento fluminense expôs os dados alarmantes da segurança pública nos estados controlados pelo Partido dos Trabalhadores. Ruas relembrou que as facções criminosas e as milícias experimentaram um crescimento vertiginoso exatamente durante os anos de gestões federais do PT e apontou que, atualmente, os estados que lideram os índices de letalidade e violência no Brasil, como a Bahia e o Ceará, são governados justamente por aliados de Lula. A manifestação da Alerj expôs a fragilidade do discurso oficial, apontando que a única deputada estadual sob investigação por suposta ligação com milícias no Rio pertence, na verdade, ao partido do prefeito Eduardo Paes, principal aliado local do Planalto.