A colunista Roseann Kennedy, do Estadão, afirmou que o uso ostensivo da máquina pública pelo presidente Lula neste ano expôs a falência das regras atuais da legislação eleitoral. Com desaprovação do governo acima de 50% e a derrota no primeiro turno para Flávio Bolsonaro, o chefe do Executivo acionou o orçamento para tentar reverter o quadro político a todo custo.

Segundo a análise, Lula lançou mão de pacotes de bondades em ritmo e prazos nunca vistos em outra tentativa de reeleição. Com o poder da caneta nas mãos, o petista explicitou que não há isonomia nas condições para os candidatos competirem, pois os cofres públicos serviram para uma espécie de compra de votos institucionalizada e permitida pela falta de travas legais efetivas.

A coluna aponta que a situação reforça a urgência de mudanças na lei eleitoral e o debate sobre o fim da reeleição. A senadora Damares Alves apresentou projeto para impedir a concessão de pacotes de bondades às vésperas das eleições. O segundo turno ocorre no dia 25 de outubro.