LINDBERGH FARIAS ENTRA COM PEDIDO NO STF PARA QUE POLÍCIA FEDERAL INVESTIGUE CINEBIOGRAFIA DE BOLSONARO
O deputado do PT acionou a Corte para rastrear o financiamento internacional do filme "Dark Horse" através de cooperação com os EUA, em nova investida jurídica contra a oposição.
O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal para que a Polícia Federal investigue os recursos financeiros envolvidos na produção de "Dark Horse", filme biográfico sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O congressista governista utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira para afirmar que a corporação vai solicitar cooperação jurídica e quebra de sigilo nos Estados Unidos com o objetivo de rastrear as movimentações de fundos internacionais associados à obra cinematográfica. A ofensiva do parlamentar petista representa mais um capítulo da tentativa da esquerda de judicializar atividades culturais e iniciativas privadas da oposição, buscando construir narrativas de irregularidades onde há apenas investimento privado.
A REAÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO E O PEDIDO DE SUSPEIÇÃO
Em resposta imediata à movimentação de Lindbergh Farias, a defesa do senador Flávio Bolsonaro agiu de forma estratégica no STF. Os advogados do parlamentar do PL protocolaram uma petição direcionada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitando que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para relatar ou analisar o requerimento do petista. A defesa aponta que o pedido de Lindbergh envolve o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, instituição que possui vínculos contratuais legítimos com o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Para garantir a imparcialidade, a oposição defende que o caso seja redistribuído para o ministro André Mendonça.
A PERSEGUIÇÃO CONTRA A PRODUÇÃO CULTURAL DA DIREITA
O longa-metragem "Dark Horse", que tem estreia prevista nos cinemas norte-americanos para setembro deste ano e traz o ator Jim Caviezel no papel principal, tornou-se o principal alvo da esquerda devido ao seu potencial de alcance internacional. Deputados governistas alegam, sem provas concretas, a existência de uma "engrenagem financeira paralela" e sugerem que os valores privados captados para o filme teriam financiado agendas políticas no exterior. Representantes da produtora Go UP Entertainment e o deputado Mário Frias, autor do argumento original do filme, rebatem as acusações e reforçam que a obra possui financiamento estritamente privado, com zero utilização de recursos públicos ou incentivos fiscais da Lei Rouanet.
O QUE O BRASILEIRO PRECISA ENTENDER
O avanço desse pedido de investigação demonstra como o aparato estatal e a militância parlamentar são mobilizados para sufocar projetos que preservam a memória e a história da direita brasileira. Ao tentar envolver agências internacionais e a Polícia Federal em contratos de patrocínio privado, o governo tenta criar uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos problemas econômicos do país. A tentativa de censurar ou inviabilizar o lançamento de uma cinebiografia por vias judiciais expõe o medo do bloco governista diante do impacto cultural do filme. Até o momento, não há confirmação oficial de manifestação por parte da Procuradoria-Geral da República sobre o requerimento.

