KIM KATAGUIRI DESISTE DE CANDIDATURA AO GOVERNO DE SÃO PAULO PARA BUSCAR REELEIÇÃO COMO DEPUTADO FEDERAL
Parlamentar do partido Missão, criado por integrantes do Movimento Brasil Livre, anunciou a decisão neste sábado (20) após ser convidado para comandar o “Ministério da Reforma do Estado” em eventual governo de Renan Santos, pré-candidato à Presidência que aparece com apenas 3% na pesquisa Datafolha, enquanto a legenda ainda não definiu nome próprio para o Palácio dos Bandeirantes e descarta apoio a outras siglas.
O deputado federal Kim Kataguiri anunciou neste sábado (20 de junho de 2026) que não disputará o governo de São Paulo nas eleições do próximo ano e buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados pelo partido Missão. A mudança de planos ocorreu após o parlamentar ser escolhido para assumir o chamado “Ministério da Reforma do Estado” em uma eventual gestão do pré-candidato à Presidência Renan Santos, também da legenda surgida do Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão coincide com pesquisa Datafolha que mostra Renan Santos com apenas 3% das intenções de voto no primeiro turno.
DECISÃO ANUNCIADA NO MESMO DIA DE PESQUISA QUE MOSTRA LULA LIDERANDO COM 41%
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 41%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) com 31%. Renan Santos aparece empatado tecnicamente com o governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos na casa dos 3%. A indefinição na direita liberal fica evidente com a retirada de Kataguiri da disputa estadual, reforçando a fragmentação do campo conservador-liberal frente ao domínio petista nas intenções de voto.
KATAGUIRI PRIORIZA PAPEL NACIONAL NA AGENDA DE REFORMA DO ESTADO
Kataguiri justificou a escolha por concentrar esforços em Brasília, onde poderia contribuir para uma agenda de redução do tamanho do Estado e reformas liberais em um eventual governo Renan Santos. Como um dos principais nomes do MBL e defensor histórico de pautas como combate ao ativismo judicial, liberdade econômica e críticas ao modelo petista de aparelhamento estatal, o deputado vê maior impacto atuando no Congresso e em posição estratégica no Executivo federal do que em uma corrida estadual ainda indefinida.
PARTIDO MISSÃO MANTÉM INDEFINIÇÃO PARA O GOVERNO PAULISTA E REJEITA APOIO A OUTRAS SIGLAS
Com a saída de Kataguiri, o partido Missão ainda não definiu se lançará candidato próprio ao governo de São Paulo. Dirigentes da legenda afirmam, porém, que não há intenção de apoiar nomes de outras siglas na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A postura reforça a estratégia de construção de identidade própria do grupo, mesmo com desafios de crescimento em um cenário dominado por grandes legendas da direita e da esquerda.
FRAGMENTAÇÃO DA DIREITA LIBERAL E O DESAFIO PARA 2026
A decisão de Kataguiri reflete os dilemas da direita liberal e conservadora brasileira: a dificuldade de consolidar candidaturas fortes em estados chave como São Paulo enquanto se tenta construir alternativas nacionais contra o retorno do PT ao poder. O MBL e o Missão surgiram com força na agenda anticorrupção e pró-liberdade, mas enfrentam o desafio de transformar influência nas redes e no debate público em capital eleitoral expressivo, especialmente diante do baixo desempenho inicial de pré-candidatos como Renan Santos.

