A apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru avançou para 98,802% nesta segunda-feira (15 de junho de 2026). A candidata Keiko Fujimori, da Força Popular, consolidou liderança com 50,065% dos votos válidos (9.096.718 votos), contra 49,935% de Roberto Sánchez (9.072.930 votos), da coalizão de esquerda Juntos pelo Peru. A diferença, de aproximadamente 23,8 mil votos, cresceu gradualmente com a inclusão de novas atas, especialmente as do voto exterior.

CONTEXTO E HISTÓRICO

A disputa foi uma das mais acirradas da história recente do Peru, marcada por polarização extrema entre o projeto conservador de Keiko Fujimori e a esquerda representada por Sánchez. Keiko, que já disputou o Planalto em eleições anteriores, contou com forte apoio de setores que defendem ordem, segurança e economia de mercado. O voto dos peruanos residentes no exterior, tradicionalmente mais alinhado à direita, foi decisivo para a recuperação e ampliação da vantagem de Fujimori nas últimas fases da contagem.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Keiko Fujimori: Candidata da Força Popular, líder conservadora.
  • Roberto Sánchez: Candidato da Juntos pelo Peru, representante da esquerda.
  • ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais): Órgão responsável pela apuração oficial.
  • Peruanos no exterior: Grupo que impulsionou a liderança de Keiko.
  • Direita conservadora peruana e latino-americana: Principal base de apoio a Fujimori.

REAÇÕES

A direita conservadora  na América Latina celebra o desempenho de Keiko Fujimori como vitória parcial contra a esquerda e exemplo de resistência ao avanço progressista. Muitos destacam o papel do voto no exterior como demonstração de rejeição à agenda de esquerda. Sánchez e seus aliados questionam o processo e pedem maior fiscalização, enquanto a imprensa tradicional registra a tensão. Portais conservadores enfatizam a resiliência de Keiko apesar da forte polarização e do antifujimorismo no sul do país.

CONSEQUÊNCIAS

Caso confirmada, a vitória de Keiko representaria um freio ao avanço da esquerda no Peru e um reforço aos valores conservadores, liberdade econômica e combate à instabilidade política que assola o país há anos. A estreita margem, porém, indica um governo que precisará de habilidade para pacificar o país e evitar crises institucionais.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

Restam poucas atas para totalização. Sánchez pode recorrer ao Judiciário ou pedir recuentos, prolongando a incerteza. Se Keiko for confirmada vencedora, espera-se forte reação da esquerda com protestos, enquanto a direita deve pressionar por medidas firmes de segurança e reformas liberais. O resultado influenciará o cenário político regional.