A Folha registrou nesta segunda, na reportagem de Luísa Martins, que Kassio Nunes Marques quer julgar logo depois do segundo turno, em 25 de outubro, a revisão criminal que pede a soltura de Jair Bolsonaro, independentemente de quem vencer, e que ele avalia uma liminar, embora o caminho mais provável, segundo a própria Folha, seja levar o caso ao plenário, porque o processo já estaria pronto e ele o segurou para não ser acusado de interferir na eleição enquanto preside o TSE.

A auxiliares, Kassio tem dito que vê exageros na ação da trama golpista conduzida por Alexandre de Moraes, pela qual a Primeira Turma condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses, pena que ele cumpre em regime domiciliar, e um auxiliar ouviu dele que houve excesso no direito de defesa e no rigor da pena, que sanção política não existe no Código Penal e que o voto ou a liminar podem causar comoção nacional, leitura que a defesa já tinha levado ao gabinete ao pedir a anulação da sentença e a reparação do que chama de erro judiciário, com o argumento de que o julgamento cabia ao plenário, e não à turma, e de que faltou individualizar as condutas.

A Folha aponta o racha que essa decisão reabriria, porque Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que votaram pela condenação, e Gilmar Mendes discordam da revisão, enquanto André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição, devem acompanhar o relator, com a dúvida sobre Dias Toffoli e Edson Fachin, e em junho o procurador-geral Paulo Gonet pediu a rejeição do pedido, dizendo que a condenação se apoiou em vigoroso conjunto probatório e que Bolsonaro se envolveu numa articulação que culminou nos atos de 8 de janeiro.