Gilberto Kassab, presidente do PSD, disse à Folha de S.Paulo que o partido não pode ser colocado entre os grandes derrotados do primeiro turno, embora o Senado da sigla caia de 14 para 5 cadeiras a partir de 2027 e a Câmara passe de 48 para 44 deputados, porque, na conta dele, o PL atingiu todos os partidos de centro e União Brasil, PP, Republicanos e MDB perderam mais deputados, enquanto o PSD elegeu quatro governadores já no domingo: Fábio Mitidieri em Sergipe, Dr. Furlan no Amapá, em eleição sub judice, Eduardo Braide no Maranhão e Raquel Lyra em Pernambuco, e ainda disputa o segundo turno no Amazonas, com Omar Aziz, e no Rio, com Eduardo Paes.

O pior número foi o da Presidência, em que Ronaldo Caiado, com Kassab de vice, terminou em quinto, com 2,18% dos votos válidos, atrás de Augusto Cury e Renan Santos, e Kassab explicou que passou quatro anos tentando convencer Tarcísio de Freitas, do Republicanos, a ser o candidato, que o nome dele era Tarcísio, e que a candidatura de Caiado só surgiu depois que o governador de São Paulo preferiu a reeleição, para deixar claro que o PSD não era bolsonarista.

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro, o PSD mantém a neutralidade nacional, com liberdade para os diretórios estaduais escolherem o lado, a mesma diretriz que a Folha já tinha registrado no domingo, quando Caiado disse em Goiânia que não venceu, mas caiu de pé, e evitou antecipar apoio.