Jornalista diz que Zanin deveria ter se declarado impedido de julgar pedido de Lula no dia da eleição
Paulo Cappelli afirma que o STF busca protagonismo rechaçado pelas urnas, que elegeram senadores favoráveis ao impeachment de ministros
O jornalista Paulo Cappelli afirmou que o ministro do STF Cristiano Zanin deveria ter se declarado impedido de julgar o pedido da coligação de Lula para prorrogar a votação do segundo turno, protocolado no próprio dia da eleição. Cappelli lembrou que Zanin foi advogado pessoal de Lula antes de chegar à Corte.
“Mais uma vez, o STF busca o protagonismo que foi rechaçado pelas urnas, que deram vitória a senadores favoráveis ao impeachment de magistrados da Corte”, escreveu o jornalista. A crítica se soma a questionamentos sobre a competência do STF para interferir em matéria eleitoral no dia da votação e sobre o momento em que a decisão foi tomada, depois das 17h.
A decisão de Zanin estendeu o horário de votação até as 19h a pedido da campanha petista. O ministro esclareceu depois que a prorrogação vale apenas para seções cujas urnas ainda não haviam sido fechadas. O episódio gerou reações de parlamentares eleitos, incluindo o anúncio de pedido de impeachment por Marcel van Hattem.

