Um jornalista da Jovem Pan foi hostilizado por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um ato realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (13/10). O público atirou objetos contra o repórter João Vitor Revedilho enquanto ele fazia uma passagem ao vivo. Atrás dele, um grupo de pessoas que estava no ato também deferiu palavrões contra a emissora. Revedilho precisou interromper a reportagem. “Não consigo falar mais, a gente está sendo muito hostilizado aqui. Estão tacando várias coisas, ofensas, e a gente não consegue entrar no ar”, disse ele, que ainda se desculpou com o apresentador Thiago Uberreich e com o público que assistia à transmissão.

Em seguida, uma equipe de segurança do evento acompanhou o jornalista até uma área coberta. Em nota ao Metrópoles, a organização do evento repudiou os atos promovidos por alguns contra a equipe da Jovem Pan. “Atitudes que cerceiam a liberdade de imprensa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. Nosso ato é pacífico, democrático e em defesa de direitos”, dizia o texto. A organização afirmou que a postura de alguns participantes não representa os princípios da mobilização e reafirmou solidariedade aos profissionais envolvidos e compromisso com a liberdade de imprensa.

Minutos após o ocorrido, o ex-ministro Fernando Haddad ligou para o jornalista da emissora para se solidarizar, assim como fizeram pessoalmente o presidente do PT, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho. O episódio ocorre em meio às mobilizações de apoio a Lula e de oposição a Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno das eleições de 2026 em São Paulo.